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18 / fev / 2020

Agricultores do semiárido mineiro preservam diversidade genética de feijão crioulo

O feijão-fava, analisado na pesquisa científica, é utilizado para alimentação humana e animal e para melhoria da fertilidade do solo no semiárido mineiro

Na pesquisa foram avaliadas 15 variedades de sementes de feijão-fava. Foto: Victor Maurício/UFMG

Uma espécie de semente crioula de feijão resguarda grande diversidade genética no semiárido norte mineiro. O resultado apontado em pesquisa do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG oferece subsídios para os programas de melhoramento genético, além de evidenciar o importante papel dos agricultores, dos povos e de comunidades tradicionais para a manutenção desta diversidade.

Consideradas patrimônio genético e cultural, as sementes crioulas são aquelas cultivadas e adaptadas tradicionalmente por agricultores e agricultoras por muitas gerações, conforme explicou a pesquisadora Aldenir Teixeira da Gama. Em sua tese de doutorado no Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal, defendida neste mês, Aldenir analisou o desempenho agronômico e a qualidade de 15 variedades de sementes de feijão-fava mantidas por pequenos produtores do Norte de Minas Gerais.

A espécie é tradicionalmente utilizada na região para alimentação humana e animal e também para melhoria da fertilidade do solo, quando cultivada em consórcio com outras espécies. A produção e a reportagem são de Amanda Lelis.