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Mestrado Associado UFMG-Unimontes em Sociedade, Ambiente e Território

O objetivo do Mestrado Associado UFMG-Unimontes é formar profissionais para compreender e analisar a relação entre Sociedade, Ambiente e Território utilizando metodologias interdisciplinares. Visa articular a variedade de conhecimentos das diversas áreas das humanidades e ciências sociais aplicadas para fornecer ao mestrando habilidades para analisar dinâmicas sociais, ambientais e espaciais nas suas interfaces com o desenvolvimento, os territórios, os programas públicos, as transformações demográficas e as populações rurais.

As duas instituições – UFMG e Unimontes – criaram este Mestrado ponderando questões emergentes formuladas pela sociedade, pela política pública e por profissionais que atuam em movimentos sociais. Essas questões representam importantes desafios analíticos, que devem ser enfrentados com a interdisciplinaridade, que tem as condições para criar no desaguadouro desses temas novas fronteiras para o conhecimento, o desenvolvimento e a inovação.

O perfil do profissional a ser formado está disponível aqui.

Secretaria

Responsável: Maria Clara Gonçalves Madureira
Telefone: (38) 2101-7748
Email: secpg@ica.ufmg.br
Atendimento: 8h às 11h e 14h às 16h

ESTRUTURA CURRICULAR

O mestrado tem uma única área de concentração denominada Sociedade, Ambiente e Território que foca inter-relações entre esses três grandes temas. Visa articular a diversidade de conhecimento das variadas áreas das humanidades e ciências sociais aplicadas para criar habilidades para analisar processos sociais, ambientais e espaciais em suas interfaces com desenvolvimento, territórios, programas públicos e dinâmicas demográficas.

O programa tem duas linhas de pesquisas:

Linha 1. Sociedade e ambiente

Esta linha tem como objetivos pesquisar as relações entre as sociedades e os recursos naturais, investigando os grupos humanos na sua interação com os ambientes naturais e construídos nas suas diversas situações. Compreende o estudo da criação de mecanismos de gestão de recursos, as ações coletivas e públicas de mediação, os conflitos e acordos em torno de fluxos e estoques de recursos da natureza. Igualmente, procura compreender as dinâmicas históricas de uso e distribuição de recursos naturais, processos migratórios, fronteiras e neocolonialismo,identificando culturas e costumes associados a grupos humanos, transformações induzidas nas relações entre as sociedades humanas e a natureza. Inclui estudos sobre povos tradicionais e seus costumes relacionados a determinados biomas,sistemas agroalimentares e agroextrativismo, as tensões originadas dos confrontos entre população e recursos, os programas e políticas associados aos recursos e à sua conservação. Configurando-se os seguintes eixos temáticos de pesquisa: (i) conflitos, (ii) cultura e recursos e (iii) população e natureza. Docentes alocados nesta linha: Andréa M. Narciso Rocha de Paula; Andréa Zhouri, Daniel Coelho, Felisa Cançado Anaya, Flávia M. Galizoni, Rômulo Soares Barbosa e Heloísa Soares de Moura Costa, Fausto Makishi, Raquel Oliveira e Gustavo Dias.

Linha 2. Território e desenvolvimento

Com o propósito de pesquisar e desenvolver conhecimentos sobre as diversas interações entre os espaços, as ações humanas e o desenvolvimento, analisando as características sócio/econômicas/culturais/demográficasde espaços determinados para compreender potencialidades e limites do crescimento. Compreende estudos sobre territorialidades, programas de desenvolvimento, interação rural/urbano, climas e técnicas de espaços subnacionais que configuram especificidades. Para tanto, concebe-se o território como uma categoria polissêmica que encerra processos dinâmicos, múltiplos, diversos e contraditórios nas formas de apropriação e uso da natureza. Estado e sujeitos sociais assumem assim importância pela sua ação política como gestores, mas também como produtores do território. Esta linha de pesquisa contempla investigações sobre o processo contínuo de produção de territórios e a construção de políticas públicas de desenvolvimento territorial, com um foco articulado desta temática no semiárido e na sua relação com outras dinâmicas da sociedade brasileira, configurando-se os seguintes eixos temáticos de pesquisa: (i) programas públicos; (ii) território; (iii) semiárido. Docentes alocados nesta linha: Aureo Eduardo Magalhães Ribeiro, Hélder dos Anjos Augusto, Iara Soares França; Luiz Paulo Fontes Rezende; Narciso Ferreira Dos Santos Neto; Roberto L. Monte-Mór, Roberto Nascimento, Giovanni Fonseca; Vanessa Marzano.

O curso de Mestrado em Sociedade, Ambiente e Território terá dois anos de funcionamento e uma entrada anual de estudantes.

Terá direito ao título de mestre o(a) estudante que completar um mínimo de 18 (dezoito) créditos. Contará com 4 disciplinas obrigatórias que darão base teórica interdisciplinar aos estudantes. São elas: “Metodologia de pesquisa interdisciplinar”, “Fundamentos teóricos em território, ambiente e sociedade” e Seminários de dissertação I e II. E serão 10 as disciplinas optativas: Cultura, população e natureza; Sujeitos sociais, identidades e territorializações; Programas públicos, desenvolvimento e gestão territorial; Semiárido: sociedade e natureza; Ecologia política; Licenciamento ambiental; Agricultura familiar, território e desenvolvimento; Urbanização e meio ambiente; Tópicos Especiais I e II.

Desta forma, espera-se num primeiro momento fortalecer nos estudantes enfoque teórico e metodológico interdisciplinar e, em momento posterior, solidificar base teórica, massa crítica e consolidar o projeto de pesquisa. As disciplinas serão conduzidas por dois ou mais professores de modo a gerar sinergias e práticas constantes de exercitar olhares múltiplos, diversos e interdisciplinares sobre os temas abordados.  O quadro abaixo explicita as disciplinas, sua relação com a linha de pesquisa e o semestre que será ofertada.

 

Organização curricular do curso.

Linha Disciplina Semestre
1 e 2 Metodologia de pesquisa interdisciplinar 1
1 e 2 Fundamentos teóricos em território, ambiente e sociedade 1
1 e 2 Seminário de dissertação I 1
1 e 2 Ecologia Política 1
1 e 2 Agricultura familiar, território e desenvolvimento 1
1 e 2 Licenciamento Ambiental 2
1 e 2 Urbanização e Meio Ambiente 2
1 e 2 Seminário de dissertação II 2
1 e 2 Tópicos especiais I 2
1 e 2 Tópicos especiais II 2
1 Cultura, população e natureza 1
1 Sujeitos sociais, identidades e territorializações 2
2 Programas públicos, desenvolvimento e gestão territorial 1
2 Semiárido: sociedade e natureza 2

 

O estudante realizará um exame de qualificação impreterivelmente no início do terceiro semestre. Os exames de qualificação ocorrerão com a participação de dois docentes, além do orientador.  A defesa da dissertação deverá ocorre até o final dos 24 meses do ingresso.

 

No mestrado Sociedade, Ambiente e Território estão envolvidos docentes de 5 núcleos de estudos e pesquisas consolidados: Núcleo de Pesquisa e Apoio à Agricultura Familiar (Núcleo PPJ/UFMG); Grupo de Estudo em Temáticas Ambientais (Gesta/UFMG), Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental (NIISA/Unimontes), Núcleo de Estudos em Desenvolvimento e Sociedade – NEDS e Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Tecnologia e Humanidades – NIPTECH que trabalham justamente com a temática proposta para este mestrado e incorporam mestrandos em projetos de pesquisa e apoiam a realização de dissertações.

Núcleo PPJ

O Núcleo de Pesquisa e apoio à Agricultura Familiar/ Núcleo PPJ, registrado no CNPq, surgiu em 1999 para atuar em parcerias com organizações de agricultores, partilhar conhecimentos científicos e tradicionais, promover intercâmbios entre agricultores e universidades, formar profissionais para trabalhar com agricultores familiares. Desde então o Núcleo PPJ se estruturou em rede, envolvendo pesquisadores de várias universidades e institutos federais, coordenou e coordena diversos projetos apoiados pelo CNPq, Fapemig, MEC –SESU. https://www.facebook.com/pg/nucleoppj/posts/

Na UFMG, o Núcleo PPJ coordena o Centro de Referência da Cultura Material da Agricultura Familiar/ Sítio de Saluzino. A proposta do Sítio de Saluzinho, programa do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, é reatar parte dos laços da população urbana com a natureza, a agricultura e a cultura material específica da agricultura familiar. O Sítio de Saluzinho é uma área de 2 hectares no Campus da UFMG, que reproduz uma pequena unidade familiar de produção. A denominação dada ao sítio é uma homenagem a Salustiano Gomes Ferreira, de Varzelândia, que na década de 1960 resistiu às tomadas de terra e lutou pelos direitos dos camponeses do Norte de Minas Gerais. O Centro tem por objetivo criar um relacionamento contínuo entre universidade, população urbana, crianças do ensino fundamental e agricultores, “especialistas” tradicionais em cultura material do meio rural. Participam agricultores/as que migraram para a cidade de Montes Claros, praticam agricultura urbana e conservam conhecimentos costumeiros sobre solos, plantas, beneficiamento de produtos agrícolas e preparo de alimentos. O público-alvo prioritário do Sítio de Saluzinho é formado por estudantes, do ensino fundamental até a universidade.https://pt-br.facebook.com/sitiodesaluzinho/

 

Gesta

O Grupo de Estudo em Temáticas Ambientais/ Gesta existe como núcleo registrado no CNPq desde 2001; constitui-se como um grupo acadêmico composto por pesquisadores e estudantes da UFMG, além de colaboradores externos dedicado à pesquisa, ensino e extensão na área socioambiental. A atuação do núcleo tem privilegiado a interface entre pesquisa e extensão buscando refletir sobre os processos hegemônicos de apropriação do território, ao mesmo tempo em que almeja uma ação transformadora no tocante à capacitação político-participativa de populações afetadas por lógicas excludentes de exploração da natureza.Um dos projetos recentes do Gesta, desenvolvido em parceria com a Unimontes, é o mapa dos conflitos ambientais, um amplo banco de dados contendo 540 casos de conflito ambiental em território mineiro. http://gestaprod.lcc.ufmg.br

 

NIISA

O Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental/NIISA se propõe investigar processos socioambientais a partir de uma perspectiva interdisciplinar que contribua para a efetivação dos direitos humanos, sociais, culturais e ambientais articulando ensino, pesquisa e extensão. A equipe de pesquisadores do NIISA tem desenvolvido trabalhos em diversas temáticas, entre elas: povos e comunidades tradicionais, conflito ambientais, migrações, agricultura familiar e sistemas agroalimentares. Conta com a participação de estudantes de graduação, mestrandos, doutorandos e professores. https://pt-br.facebook.com/NIISAUNIMONTES

 

Núcleo de Estudos em Desenvolvimento e Sociedade – NEDS

O Núcleo de Estudos em Desenvolvimento e Sociedade – NEDS é um espaço criado em 2018 e está localizado no 2˚ piso do CPCA-ICA no Campus Regional de Montes Claros. O NEDS tem como foco central as abordagens de Planejamento regional, Desenvolvimento social e indivíduos. Coordenação:

https://www.ica.ufmg.br/?laboratorio=nucleo-de-estudos-em-desenvolvimento-e-sociedade-neds

 

Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Tecnologia e Humanidades – NIPTECH

O Niptech é um espaço integrador de diferentes áreas do conhecimento e ações desenvolvidas no âmbito do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (ICA-UFMG). De caráter interdisciplinar, o Núcleo tem como objetivo realizar pesquisas nas interfaces entre as áreas de Ciência & Tecnologia e de Humanidades. O Niptech propõe a construção de um espaço de convergência que permita o diálogo entre diversas perspectivas do conhecimento para a geração de soluções abrangentes em resposta à complexidade dos desafios que se colocam para a Comunidade Acadêmica da UFMG Campus Montes Claros, em sua inserção no Norte de Minas.

As interfaces a serem construídas pelo Núcleo estarão em três níveis: 1) Entre docentes, pesquisadores e estudantes do Curso de Administração, com interfaces entre as suas áreas típicas: Comunicação e Marketing; Finanças e Contabilidade; Gestão de Pessoas; e Produção; 2) Entre os cursos de graduação e de pós-graduação do ICA; e 3) Entre a Comunidade Acadêmica do ICA e integrantes de diversos setores da sociedade.

https://www.ica.ufmg.br/?laboratorio=niptech-nucleo-interdisciplinar-de-pesquisa-em-tecnologia-e-humanidades

 

Laboratório de Informática

O Mestrado conta com três laboratórios de informática, que com os demais recursos tecnológicos disponíveis, contribuem para a capacitação e atualização da comunidade acadêmica. Além de apoiar as atividades de ensino-aprendizagem realizadas, por meio da disponibilização de infraestrutura para realização de aulas e trabalhos acadêmicos, os laboratórios dão suporte também à execução de trabalhos institucionais; à promoção de cursos de informática (treinamentos); e ao desenvolvimento de ações de extensão.

No ICA/UFMG, os laboratórios de informática têm o objetivo de disponibilizar a infraestrutura necessária para as disciplinas que incluem o uso de programas de computador em suas ementas. Atualmente, o ICA conta com dois Laboratórios de Informática, sendo um deles composto por 30 máquinas, localizado no bloco A, e outro por 45, localizado no bloco D.

Na Unimontes, também está disponível outro laboratório de informática com com 15 computadores.

https://www.ica.ufmg.br/?laboratorio=informatica/

 

Odisseia
Odisseia: Núcleo de Pesquisa Abdelmalek Sayad é cadastrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Dedica-se a pesquisar a genealogia do pensamento de Abdelmalek Sayad (1933-1998). Nosso intuito é compreender a construção de sua obra, bem como os conceitos-chave no campo dos estudos migratórios ao longo de sua trajetória pessoal e de pesquisador. Paralelamente, propomos que a sua metodologia, conceitos e hipóteses devam ser mobilizados em pesquisas empíricas sobre a realidade migratória contemporânea. Nesse sentido, os temas de investigação giram em torno de seus escritos desenvolvidos a partir de pesquisas conduzidas na Argélia e na França, bem como do debate intelectual estabelecido com acadêmicos, ativistas, literatos e, sobretudo, com migrantes e não-migrantes nos dois países. Em outras palavras, a proposta é explorar o que entendemos como um estudo social conduzido de forma engajada nas duas margens dos mundos colonial e neocolonial, e o impacto da modernidade capitalista causado em populações vulneráveis. Assim, Odisseia busca suprir algumas lacunas presentes no campo dos estudos migratórios desenvolvidos no Brasil: ampliar a compreensão do legado intelectual deixado por Abdelmalek Sayad, estimular o debate de sua obra entre as gerações mais novas de pesquisadores por meio de produções (publicações científicas, seminários e entrevistas) resultantes de pesquisas e diálogos interinstitucionais com pesquisadores também dedicados ao estudo do pensamento de Sayad em centros de pesquisas localizados dentro e fora do Brasil e incentivar a pesquisa empírica a partir de seus conceitos, hipóteses e metodologias. Link: https://www.odisseia-sayad.org/