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20 / jun / 2023
Núcleo de Pesquisa do ICA/UFMG participa de Seminário de Gestão das Águas e Meio Ambiente no Médio Jequitinhonha

Evento, realizado em Medina, debateu a comercialização da produção familiar no município

Seminário reuniu representantes da sociedade e instituições que atuam junto à agricultura familiar
Foto: NPPJ I UFMG

Na última sexta-feira, dia 16, um grupo do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG, participou do 20º Seminário de Gestão das Águas e Meio Ambiente no Médio Jequitinhonha. A equipe do Núcleo de Pesquisa e Apoio à Agricultura Familiar (NPPJ), coordenada pela professora Flávia Galizoni, contou com graduandos, mestrandos do curso de Sociedade, Ambiente e Território, bolsistas e professores. O evento foi realizado no município de Medina e teve como tema a comercialização da produção familiar no município. “Organizado e animado por organizações da agricultura familiar, o seminário traz, há duas décadas uma reflexão sólida sobre o acesso e partilha das fontes de água como um direito humano fundamental para a soberania alimentar e projetos de desenvolvimento”, explica a professora Flávia Galizoni.

Participação da sociedade

Membros do NPPJ apresentaram resultados da pesquisa desenvolvida com o apoio do CNPq
Foto: NPPJ I UFMG

O seminário de Gestão das Águas e Meio Ambiente foi dividido em dois momentos. Após a apresentação de resultados de pesquisas, entre as quais estava um estudo do Núcleo da UFMG, os participantes debateram os resultados em trabalhos de grupos e debates em plenária. A pesquisa, feita com apoio do CNPq, foi feita pelo grupo do campus da UFMG em Montes Claros. “No estudo, a equipe tentou dimensionar e analisar quais foram os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a água e alimentos no Vale do Jequitinhonha, particularmente os efeitos sobre as feiras livres, um dos principais canais de comercialização da agricultura familiar e do abastecimento dos municípios do Vale do Jequitinhonha e também de todo o Norte de Minas”, explica Flávia Galizoni.
De acordo com a pesquisa, a pandemia da Covid-19 transformou a dinâmica de venda dos feirantes e compra dos consumidores de alimentos locais do município. A feira, em 2020, abastecia um terço da população urbana e era a principal fonte de renda de agricultores/feirantes. Além disso, movimentava a economia local, fomentava soberania alimentar e comercialização de alimentos seguros por meio de circuitos curtos de vendas. Durante a pandemia feirantes e consumidores tiveram que inventar alternativas para compra e venda de alimentos.
O estudo também apontou que em 2023, foi registrada uma queda do abastecimento da população urbana por alimentos locais. O que aponta que consumidores mudaram hábitos de consumo e de compra de alimentos optando por produtos industrializados ou vendidos no comércio urbano/redes de supermercados. Diante do novo cenário, feirantes perderam renda e desenvolveram ferramentas de vendas, principalmente por meio de redes sociais, e entregas em domicílio na tentativa de assegurar renda.
Os dados foram debatidos com os participantes na busca por alternativas e soluções para os problemas apresentados. “Foi um momento fundamental de devolução de resultados, firmando o compromisso da UFMG com a sociedade. Porque ao devolver e divulgar os resultados, é gerada a reflexão para que a sociedade possa pensar nos melhores usos para a pesquisa e para os projetos que precisa desenvolver”, afirma a coordenadora do NPPJ.
O 20º Seminário Gestão das Águas e Meio Ambiente foi organizado pelo Sindicato de Trabalhadores Rurais de Medina e Instituto de Trabalhadores e Trabalhadoras do Vale do Jequitinhonha, ITAVALE, com apoio do Núcleo de Pesquisa e Apoio à Agricultura Familiar – NPPJ/UFMG – e CNPq.

(Ana Cláudia Mendes I Cedecom UFMG Montes Claros)