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08 / out / 2020
Estudantes contam como a extensão adaptou-se aos tempos de pandemia

Mais de 500 trabalhos foram apresentados virtualmente durante programação preliminar da Semana do Conhecimento

Estudantes de Odontologia em apresentação virtual na tarde desta terça-feira. Imagem: reprodução / Teams

Os desafios da atuação remota, as respostas rápidas à crise e as alternativas para alcançar as comunidades foram abordados nas apresentações de trabalhos realizadas nas unidades acadêmicas nesta segunda (5) e terça-feira (6). Na primeira fase do 23º Encontro de Extensão, as exposições orais ocorrem em várias plataformas on-line e funcionam como prévia da 29ª Semana do Conhecimento da UFMG, evento que, em 2020, será realizada integralmente em formato virtual.

Os centros de extensão (Cenex) estiveram à frente da mobilização dos discentes, avaliadores, coordenadores e orientadores. A participação de monitores, bolsistas e voluntários  –  em sua maioria, empenhados em ajustar rotinas, afazeres e métodos à nova realidade – comprovou mais uma vez o protagonismo assumido pelos estudantes e pela extensão da UFMG na pandemia.

Ao todo, 553 projetos foram apresentados sob a orientação de professores. A discente Ana Beatriz Cucaroli, da Faculdade de Letras, expôs sua experiência no projeto Leitura dramática e encenação no Acervo de Escritores Mineiros que, durante o isolamento social, lançou mão de leituras dramáticas e de radionovela nas redes sociais. “As ações disponibilizadas nas plataformas on-line possibilitaram a ampliação do público-alvo, a obtenção de feedbacks e a intensificação do debate sobre as produções e o universo literário”, resumiu. Um dos destaques do projeto é a radionovela A volta para Marilda, inspirada na obra homônima do escritor mineiro Oswaldo França Júnior.

No Instituto Ciências Exatas (ICEx), as apresentações ressaltaram as interações com comunidades. O estudante Lucas Galvão é um dos monitores do Grupo de Astronomia da UFMG, que se ajustou aos tempos de isolamento social por intermédio de atividades a distância e interdisciplinares de divulgação científica. “Conseguimos desenvolver uma interface com diversas áreas e parceiros ligados à astronomia e à divulgação da ciência”, destacou Lucas Galvão, citando a produção de podcasts semanais e a parceria com o projeto Universidade das crianças para a elaboração de livro que vai aproximar a astronomia do dia a dia do público infantil.

Antídoto para as fake news
Como garantir que informações confiáveis de pediatria cheguem às pessoas em um contexto de isolamento? Questões como essa orientaram o trabalho da estudante de Medicina Bárbara Fernandes Rodrigues, participante, desde março de 2019, do Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente (ObservaPed), da Faculdade de Medicina. “Por meio de verbetes publicados no site da Faculdade e de postagens e tira-dúvidas nas redes sociais, o projeto conseguiu não só disseminar informações sobre saúde para crianças, mas também dados com alto grau de confiabilidade sobre doenças”, destacou Bárbara Rodrigues.