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21 / out / 2020
Defesa do acesso livre a dados, amostras e softwares é tema de webinar nesta quinta

Evento vai reunir pesquisadores alinhados ao Movimento Ciência Aberta, como Marcello Bax, da Escola de Ciência da Informação

Ilustração para formação da Capes em ciência aberta. Imagem: capes.gov.br

O movimento Ciência Aberta, que prega o acesso livre da sociedade à pesquisa científica, incluindo resultados, dados, amostras e softwares, estará em pauta na programação da Semana do Conhecimento UFMG, nesta quinta-feira, 22. O webinar Ciência Aberta: onde estamos e para onde iremos – com início às 16h e transmissão pelo canal da Pró-reitoria de Pesquisa (PrPq) da UFMG no YouTube – vai reunir Vanessa de Arruda Jorge, tecnologista em saúde pública da Fiocruz, Fabiano Corrêa da Silva, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul na área da Ciência da Informação, Fátima Nunes, professora de processamento gráfico na Universidade de São Paulo (USP), e Marcello Peixoto Bax, docente da Escola de Ciência da Informação da UFMG.

Vanessa e Fabiano vão mostrar como o uso de dados compartilhados pode ajudar a compreender problemas de saúde pública, com foco em casos como os da zika e da covid-19. Fátima Nunes vai relatar experiências de compartilhamento de dados no Brasil e no mundo e as ações da USP relacionadas à infraestrutura e governança. Marcello Bax, por sua vez, vai falar sobre portais para recuperação de dados científicos ricos em semântica usando ontologias.

Uma das reivindicações do movimento Ciência Aberta é a disponibilização dos dados utilizados nas pesquisas para que outros grupos possam questioná-los, reutilizá-los e ampliar sua divulgação. Segundo o professor Carlos Basílio, diretor de Produção Científica da PrPq, essa filosofia já tem guiado acordos entre financiadores, editoras e redes internacionais de cooperação científica.

Marcello Bax: gráficos de conhecimento e tecnologias semânticas. Imagem: acervo pessoal

Integração conceitual
A propósito de sua abordagem no webinar, Marcello Bax lembra que compreender fenômenos e provar hipóteses requer grande quantidade de dados e metadados integrados conceitualmente e harmonizados. Segundo ele, o avanço técnico facilitou a geração de dados, mas é cada vez mais difícil adquirir, organizar e disseminá-los por meio de portais ou repositórios.

“A maioria dos repositórios institucionais ainda não tem recursos para integrar dados e menos ainda para harmonizá-los em vários estudos”, afirma Bax, que vai tratar do estado atual do Repositório Institucional da UFMG e apresentar as ideias principais por trás da plataforma de código aberto HADatAc.org, com a qual colabora e possibilita criar portais de dados científicos ricos em semântica.

O professor da ECI explica que gráficos de conhecimento construídos com o uso de tecnologias semânticas bem estabelecidas sustentam as capacidades do HADatAc. “O conteúdo subjacente dos gráficos de conhecimento propicia operações complexas, como pesquisa de dados sofisticada e downloads precisos”, diz Bax, acrescentando que a plataforma é, hoje, componente essencial dos portais de dados científicos de vários projetos no Estados Unidos.

[Texto: Cedecom/UFMG]