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28 / set / 2020
Cármen Lúcia, do STF, falará sobre universidade e democracia no ciclo ‘Tempos presentes’

Conferência será na segunda, 28, às 10h, com mediação da reitora Sandra Goulart Almeida

Ministra Cármen Lúcia em audiência no STF, corte que presidiu de 2016 a 2018. Imagem: Arquivo STF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai abordar o tema Universidade, democracia e liberdade de expressão na próxima edição do ciclo de conferências Tempos presentes, da UFMG. O encontro será nesta segunda, 28, a partir das 10h, com transmissão pelo canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários no YouTube.

Mestre em Direito pela UFMG, Cármen Lúcia, que ingressou no STF em 2006, foi agraciada pela Universidade com a Medalha de Honra, em 2016.

A mediação será feita pela reitora Sandra Goulart Almeida. Ela destaca que “é uma honra receber a ministra Cármen Lúcia para tratar de assuntos tão relevantes para nós, mais ainda nos dias atuais, como a democracia e a liberdade de expressão, que ela tem defendido tão bem”. Para a reitora, o novo retorno da ex-aluna é um “presente especial para a Universidade no mês de seu aniversário”.

Graduada em Direito em 1977, pela PUC Minas, Cármen Lúcia Antunes Rocha defendeu sua dissertação de mestrado na UFMG em 1982. Ela é autora de obras como Constituição e constitucionalidade (Editora Lê, 1991), Princípios constitucionais da administração pública (Editora Del Rey, 1994), República e federação no Brasil (Editora Del Rey, 1997) e Princípios constitucionais dos servidores públicos (Editora Saraiva, 2000). Cármen Lúcia presidiu o Supremo de 2016 a 2018.

A abertura da conferência desta segunda também contará com a presença do vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira. Após a exposição, a ministra responderá a perguntas formuladas por professores da UFMG: Hermes Guerrero, diretor da Faculdade de Direito, Monica Sette Lopes, vice-diretora, Fernando Jayme, que dirigiu a Unidade de 2014 a 2018,  Aziz Tuffi Saliba, vice-diretor na mesma gestão e atual diretor de Relações Internacionais da UFMG, e Felipe Martins Pinto, presidente do Instituto dos Advogados do Brasil.

Honra aos mestres
Uma das 15 personalidades homenageadas pela UFMG, em outubro de 2016, com a Medalha de Honra, Cármen Lúcia declarou que não se sentia uma ex-aluna da Instituição. “Ao chegar novamente a esse campus, é como se a saída física nada significasse. A Universidade nunca sairá de cada um de nós”, afirmou a ministra, que à época presidia o STF.

De acordo com a ministra, a homenagem, realizada no auditório da Reitoria, representou a “oportunidade de honrar o sonho dos antigos professores”, cuja atuação, ela revelou, inspirou sua conduta profissional. “Se vivesse 100 vezes, gostaria de ter sempre os mesmos mestres. Com toda certeza, nunca desistirei de tentar consolidar o sonho de um país mais justo, que eles sonharam antes de mim. Posso não conseguir fazer muito, por conta de meus limites humanos, mas tentarei passar a missão para os que vierem depois”, disse a ministra.

O ciclo
O ciclo de conferências Tempos presentes foi criado pela UFMG para estimular a reflexão sobre as grandes questões contemporâneas. Em edições recentes, a série tratou, por exemplo, das interseções da trajetória da UFMG (que completou 93 anos neste mês) com a história de Minas Gerais (que faz 300 anos em 2020) e do enfrentamento da pandemia de covid-19.